Duarte nasceu em Évora a 20 de Novembro de 1980 e viveu a sua infância e adolescência na Vila de Arraiolos.
Com apenas sete anos, Duarte iniciou a sua aprendizagem musical e começou a cantar fado, mas durante a adolescência optou por explorar outros estilos musicais, passando por vários projectos musicais da linha pop/rock. Até 1997 Duarte frequentou a Academia de Música Eborense onde concluiu o 3º ano de Piano, o 2º ano de História da Música, o 4º ano de Guitarra Clássica e o 7º ano de Formação Musical. Ainda nesta instituição, integrou o Grupo Coral e alguns projectos de música de câmara.
Duarte foi monitor de música e participou na dinamização de algumas sessões de musicoterapia em Instituições Particulares de Solidariedade Social, entre 1997 e 1999. Durante os cinco anos que estudou na Universidade de Évora, Duarte pertenceu à Tuna Académica desta academia, tendo finalizado a licenciatura em Psicologia Clínica, no ano de 2003.
Foi também no ano de 1997 que Duarte voltou a descobrir o fado, empenhando-se na pesquisa de letras e músicas do fado tradicional e iniciando a escrita e composição de alguns temas que hoje integram o seu repertório, definindo desta forma "um caminho de construção e procura de um registo de Cantautor" (cf. http://www.duartefadista.com/ ).
Desde esta data que Duarte se dedica de forma efectiva ao fado, começando por dinamizar noites de fado na sua cidade natal, em 2001 no Restaurante Café Alentejo e, posteriormente, em 2002, no Restaurante/Casa de Fados Bota Alta.
O seu primeiro trabalho discográfico, de título "Fados Meus", foi apresentado em Julho de 2004. Neste disco Duarte optou por aliar às músicas dos fados tradicionais (Fado Vianinha, Fado Zé Negro, Fado Marcha do Manuel Maria, Fado Mouraria estilizado, Fado Alexandrino Antigo, etc.) poemas de Fernando Pessoa, Aldina Duarte ou Maria Teresa Grave, mas também três temas com poemas de sua autoria ("Naquela manhã deserta", "Sendo a noite quase dia" e "Dizem que o meu fado é triste"), e ainda a faixa "Évora Doce", com letra e música de sua autoria.
Após o lançamento do disco Duarte apresenta-se em inúmeros concertos, em Portugal e Espanha. E, ainda nesse ano, o seu tema "Dizem que o meu fado é triste", um poema seu na música do Fado Menor do Porto, integrou a colectânea "Fados do Porto", inserida na colecção "100 anos do Fado", organizada pelo jornal "Público".
A partir do final de 2004 Duarte passa também a apresentar-se regularmente na casa de fados Senhor Vinho, a convite de Maria da Fé e José Luís Gordo. Paralelamente o fadista integra diversas apresentações e espectáculos, programas radiofónicos e televisivos, entrevistas e concertos, dos quais destacamos a actuação na "Noite de Fado Jovem", organizada pela Câmara Municipal de Lisboa no Museu do Fado; a participação numa "Noite de Fados em Homenagem ao Fadista Carlos Zel", que teve lugar na Parede; ou um concerto na Praça do Geraldo em Évora, no âmbito do Festival de Verão 2005.
Atenta às qualidades interpretativas deste jovem fadista, a Fundação Amália Rodrigues atribui-lhe, em Novembro de 2006, o prémio "Fadista Revelação Masculina". E, em Abril de 2007, é a Câmara Municipal da cidade de Arraiolos que lhe entrega a Medalha de Mérito Municipal - Secção Cultural.
Duarte prossegue a sua carreira entre actuações na casa de fados Senhor Vinho e apresentações diversas como o concerto de Inauguração da Arena d Évora, em Junho de 2007 ou o Espectáculo Comemorativo dos 50 Anos da RTP, no Restaurante Belém Bar Café em Lisboa.
Entre Novembro e Dezembro de 2007, Duarte alarga o seu âmbito de actuações com a realização de uma temporada de concertos no Teatro Polis de Atenas, na Grécia, a convite da compositora Evanthia Reboutsika e da cantora Elli Paspala. O sucesso é de tal forma marcante que Duarte volta à Grécia em Agosto do ano seguinte para actuar no I Festival de Música Mediterrânica de Chios (Grécia).
Em 2008, Duarte desloca-se, a convite da Embaixada de Portugal em Bissau, para um concerto integrado nas Comemorações do Dia de Portugal na Guiné-Bissau. Ainda nesse ano, compõe um tema para a banda sonora do filme "Mistérios de Lisboa", num desafio lançado por um dos grandes admiradores do seu trabalho, o realizador José Fonseca e Costa.
Com o lançamento, no mês de Novembro de 2009, do seu segundo disco "Aquelas Coisas da Gente", Duarte pretende aliar o fado tradicional a novas sonoridades, considerando que: "O Fado é das mais bonitas formas de arte, mas os fadistas não são nem podem ser ilhas. Recebem informação e experiência de todos os lados." (cf. "Correio da Manhã, 1 de Outubro de 2006). Desta forma Duarte assume como referências não só os fadistas Carlos do Carmo, Camané e Amália, mas também artistas ligados a outras formas de música portuguesa como Jorge Palma ou Sérgio Godinho.